Europa precisa fazer mais pela economia, diz Lew

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, afirmou neste domingo que a Europa precisa fazer mais, tanto no curto como no longo prazo, para impulsionar sua economia. Lew declarou que houve "reconhecimento crescente" na reunião do G-20 em Cairns, na Austrália, de que a Europa "vai precisar fazer mais para colocar sua economia onde ela deve estar".

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2014 | 10h05

"Eu espero que eles resolvam esses problemas para aumentar a demanda no curto prazo e fazer as reformas estruturais necessárias para melhorar as perspectivas de médio e longo prazos", declarou Lew em uma coletiva de imprensa ao final dos encontros do G-20. Ele avaliou que, desde a última reunião do bloco das 20 maiores economias do mundo em Sydney em fevereiro, o crescimento na Europa e no Japão desapontou e as projeções foram revisadas para baixo.

"A Zona do Euro continua a encontrar ventos contrários persistentes, o desemprego está em recorde de alta e a inflação está em níveis perigosamente baixos", disse.

Lew ainda comentou dois dos compromissos assumidos pelo G-20. Ele disse estar satisfeito com o fato de que as grandes economias tomaram um passo para eliminar riscos associados ao sistema financeiro. "Estes passos importantes vão ajudar na resolução ordenada de bancos relevantes para o sistema vão e proteger os contribuintes que carregam o fardo do fracasso de qualquer banco global", afirmou.

O Comitê de Estabilidade Financeira do G-20 se comprometeu a entregar uma proposta sobre os bancos "grandes demais para falirem" na cúpula de Brisbane em novembro, definindo termos e condições sobre capacidade de absorção de perdas adicionais que protegeriam contribuintes caso bancos quebrem.

Sobre o tema da evasão fiscal, Lew declarou que é importante que a brecha da chamada "inversão fiscal" seja "fechada imediatamente". O G-20 comunicou que os países vão começar a trocar informações sobre impostos automaticamente entre si e com outras nações fora do bloco até 2017 ou 2018 como uma forma de evitar evasão fiscal. Fonte: Market News International.

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