Philippe Huguen / AFP
Philippe Huguen / AFP

Europa teme onda de calor como a de 2003 e põe serviços em alerta

França mobiliza centros de saúde para lidar com forte calor, temperatura mais alta do continente, de 45,2° C, é registrada em Portugal

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2018 | 05h00

Hospitais em “estado de alerta”, salas climatizadas de prédios governamentais abertas ao público e parques municipais funcionando 24 horas são algumas das medidas de emergência tomadas em Paris e outras cidades da França e da Europa em razão da intensa onda de calor atingiu o continente e deve perdurar nos próximos dias. Na sexta-feira, 3, a máxima registrada em solo europeu chegou a 45,2°C em Alvega, a 150 quilômetros de Lisboa, em Portugal .

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As primeiras duas mortes da onda de calor foram registradas na Espanha: a de um trabalhador e de um aposentado que teriam sofrido mal-estar. Na França, 66 dentre 95 departamentos do país estão em “alerta laranja”, o segundo na escala de alarme em razão do calor. A preocupação se deve às mortes registradas em 2003, quando quase 15 mil pessoas perderam a vida durante um período de canícula – calor excessivo que se estende durante a noite –, em uma alta de 55% da mortalidade no período.

Para desestimular o público a sair durante o dia, a prefeitura anunciou a abertura de parques municipais durante 24 horas. As sedes distritais da administração municipal também foram orientadas a abrir suas salas climatizadas às pessoas que peçam refúgio do sol forte.

a quinta-feira, a maior companhia de eletricidade da França, a EDF, anunciou a limitação de sua produção de energia nuclear ao longo do Rio Rhône, no sudeste do país, de forma a modular a potência dos reatores e evitar impacto ambiental. Um dos reatores da Usina de Saint-Alban, na região de Isère, chegou a ser paralisado. A previsão é a de que a massa de ar quente proveniente do Norte da África continue agir ao longo dos próximos cinco a sete dias. 

A onda de calor tem preocupado a polícia da Suíça. O motivo: as eventuais queimaduras nas patas dos cachorros da cidade de Zurique

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