Europeus propõem nova resolução contra a Síria

Texto que condena goveno por repressão pode ser votado na quinta pelo Conselho de Segurança

Agência Estado

08 de junho de 2011 | 19h49

NOVA YORK - Quatro países europeus apresentaram nesta quarta-feira, 8, um rascunho revisado de uma proposta de resolução à Organização das Nações Unidas (ONU), desta vez com o apoio dos Estados Unidos, condenando a Síria pela brutal repressão do presidente Bashar Assad contra os manifestantes, a qual deixou mais de 1.300 mortos desde meados de março.

 

Veja também:

especialA revolução que abalou o Oriente Médio

 

 

O novo texto foi apresentado por embaixadores da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Portugal, em reunião fechada do Conselho de Segurança do órgão, no final da tarde desta quarta. O documento pode ser submetido a votação na quinta-feira.

 

 

Diplomatas da ONU, familiarizados com o Conselho de Segurança, dizem que essa nova proposta de resolução, fortemente apoiada pelos EUA, tem mais chances de evitar o poder de veto da Rússia, aliada do regime sírio. O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse mais cedo que Moscou não apoiaria a proposta de resolução.

 

Uma porta-voz do governo americano disse que a Casa Branca apoia a resolução, que colocará mais pressão sobre o governo sírio para encerrar o que chamou de "brutal repressão contra o povo". A representante ainda disse que os líderes de Damasco devem ser responsabilizados pelas mortes nos protestos que ocorrem desde março.

 

Mais de 1.100 civis, incluindo dezenas de crianças, foram mortos na repressão oficial, segundo grupos de defesa dos direitos humanos. Além disso, cerca de 10 mil pessoas foram detidas por participarem das manifestações.  As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.