Europeus reforçam sanções contra regime de Kadafi

Ministros de Relações Exteriores da União Europeia (UE) anunciaram ontem, em Luxemburgo, mais uma rodada de sanções contra o regime do ditador líbio, Muamar Kadafi.

, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2011 | 00h00

A medida, que envolve o congelamento dos ativos de seis portos do país, tem como objetivo aumentar o cerco econômico ao regime de Trípoli, que se mantém no poder três meses após o início das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país.

A lista dos portos cujos ativos foram congelados não foi divulgada. Os chanceleres justificaram a decisão pelo fato de o regime "ter perdido toda a legitimidade para permanecer no poder".

"O tempo não está ao lado de Kadafi", afirmou o grupo na declaração final do evento.

Os ministros também voltaram a criticar o risco de crimes contra a humanidade no interior do país, em razão da repressão promovida por Kadafi contra os manifestantes que pedem sua saída do poder. As críticas fazem alusão específica à situação na cidade de Misrata, a leste da capital, e à região de Az Zintan, nas montanhas. As duas cidades sofreram bastante com o cerco do regime líbio.

Apesar do novo aperto no torniquete das sanções, a reunião teve pouco efeito prático.

O principal tema do encontro - o financiamento do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão formado pelos rebeldes - não foi definido. Os chanceleres mencionaram apenas a "necessidade urgente" de financiamento da entidade.

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