Europol desmantela maior rede de pornografia infantil do mundo

Agência prendeu 184 pessoas e identificou 670 suspeitos de participar de esquema

Efe

16 de março de 2011 | 13h28

HAIA - A Europol, agência de polícia europeia, anunciou nesta quarta-feira, 16, ter desmantelado a maior rede de pedofilia e pornografia infantil pela internet já descoberta, após prender 184 pessoas envolvidas.

 

O diretor de Europol, Rob Wainwright, disse em entrevista coletiva que, até agora, 670 suspeitos foram identificados. Segundo ele, a agência estima que o número de detidos aumente à medida que avancem os trabalhos policiais em cada um dos 13 países envolvidos.

 

Em comunicado, a Europol indicou que 230 menores de idade foram postos sob proteção das autoridades, o que representa "o maior número de vítimas até agora protegidas no marco deste tipo de investigação".

 

A entidade policial europeia considera que o número de crianças sob proteção deve aumentar "nas próximas semanas".

 

"A proteção de tantas crianças (...) confirma o objetivo de nossa agência de fazer da Europa um lugar mais seguro para os cidadãos", comentou Wainwright.

 

Denominada "Operação Salvamento", esta ação foi resultado de três anos de investigações, que contaram com a coordenação de Europol durante o último ano e meio.

 

A rede atuava na Espanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Grécia, Islândia, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Polônia, Romênia, Grã-Bretanha e Estados Unidos, informou a Europol.

 

Os suspeitos eram membros de um fórum na internet ("Boylover.net") que promovia relações sexuais entre adultos e menores e que operava de um servidor na Holanda.

 

Segundo a imprensa holandesa, Amir I., um holandês de 37 anos detido na operação, controlava toda a rede de pedófilos mantendo contatos e compartilhando dados e materiais digitais.

 

Ele está sendo julgado na cidade de Haarlem, na Holanda. Segundo a imprensa local, a procuradoria nacional processou o suspeito e pediu a ele pena de 3,5 anos de prisão, além de tratamento psiquiátrico.

 

Suspeita-se que o réu tenha abusado de menores no Brasil, num esquema em que supostamente trocava sexo por 'privilégios', como acessar jogos de computador, informou a agência de notícias holandesa "ANP".

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