Nicholas Kamm/AFP PHOTO
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Paralisação do governo dos EUA lidera Twitter mundial

Republicanos tentavam convencer os pares democratas a votarem pela extensão de curto prazo do teto da dívida do país

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2018 | 01h51
Atualizado 20 Janeiro 2018 | 04h24

SÃO PAULO - A hashtag #TrumpShutDown, que trata da paralisação das atividades do governo dos Estados Unidos, foi o primeiro assunto mais comentado no Twitter mundial na madrugada deste sábado, 20. Ao final das conversas no Senado, foram ao menos 655 mil mensagens da rede social a fazer menção ao caso.

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Perfis críticos ao governo Trump e ligados ao Partido Democrata endossavam o uso da hashtag. Ao mesmo tempo, os principais sites de notícias e redes americanas de TV faziam contagem regressiva para a meia-noite, no horário de Washington (3h de Brasília).

Essa foi a hora exata em que o governo reconheceu, formalmente, a necessidade de paralisar as atividades de agências federais depois que um acordo não foi alcançado entre republicanos e democratas no Senado.

Até às 1h45 no horário brasileiro de verão, a extensão do teto da dívida ainda não tinha apoio suficiente para a aprovação no Senado. Ao mesmo tempo em que os republicanos tentavam convencer os pares democratas a votarem pela extensão de curto prazo do teto da dívida do país, o presidente americano, Donald Trump, voltou a atacar a oposição no Twitter.

"Democratas querem paralisar o governo para encobrir o sucesso da reforma tributária e os benefícios econômicos que ela vai causar", escreveu o presidente em uma mensagem na rede social. Ele disse também que "não parece ser bom para nossos militares" se o governo tiver de parar.

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Mais cedo, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou ao sair de reunião da Casa Branca que havia tido progressos nas conversas com Trump.

O site especializado em política The Hill estima que pelo menos 44 senadores votarão contra o projeto que amplia até 16 de fevereiro o teto de endividamento e extensão do financiamento ao governo federal. O número limite de votos contrários é 40, de 100 assentos na Casa.

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