Evidências indicam ligação entre a SARS e animais

Investigadores da Organização Mundial da Saúde encontraram ?evidências muito fortes? indicando que animais têm influência na SARS, ao descobrir traços do vírus no restaurante em que um doente trabalhava e que servia civets (uma espécie de gato selvagem que é um prato muito apreciado pelos chineses). Mas o chefe da equipe, o médico Robert Breiman, também disse que a SARS não pode ser considerada uma ameaça imediata à saúde pública na China este ano? uma segurança fundamental nesta época, quando centenas de milhões de pessoas começam a viajar por causa do ano novo chinês.Em amostra do restaurante de Guangzhou, que empregava como garçonete uma jovem de 20 anos suspeita de ter contraído a SARS, ?testes revelaram o coronavirus da síndrome de insuficiência respiratória aguda em cada gaiola de civet?, disse Breiman.?Não apenas havia civets lá, como os civets estavam infectados com o coronavirus da SARS?, explicou, numa entrevista coletiva à imprensa. Ele disse que também foram encontrados traços do vírus em esfregões comprados no principal mercado de animais da cidade.Breiman enfatizou que não há como saber quando o vírus foi depositado nas gaiolas do restaurante ou se tem conexão com a garçonete. Mas acrescentou que o único caso de doença confirmado, nesta temporada, parece ?mais brando? que os do ano passado. E que as pesquisas ainda precisam determinar se a SARS, este ano, é ligeiramente diferente da do ano passado.

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