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Evita Perón volta como animação

Desenho sobre a trajetória da primeira-dama estreia dias antes das eleições presidenciais

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

Antes de morrer, em 1952, aos 33 anos, Evita Perón teria dito "Voltarei e serei milhões", referindo-se à multidão de trabalhadores "descamisados" que tomaria o poder. A famosa mulher do ex-presidente Juan Domingo Perón, constantemente citada pela presidente Cristina Kirchner como "exemplo a ser seguido", retornará mesmo, mas como desenho animado. Ela será retratada no longa-metragem Eva da Argentina, dirigido por Maria Seoane, diretora da estatal Rádio Nacional.

A notícia sobre a preparação do filme, que conta com fundos do Banco de La Nación, estatal, surge em pleno período de campanha eleitoral argentina. Em outubro, Cristina disputará sua reeleição. Dias antes, ocorrerá a estreia do filme. "A obra louva a vida de Evita, defensora dos direitos do trabalhador e das mulheres", disseram os produtores.

O filme mostrará a atividade política de Evita de forma romanceada, a relação sentimental com Perón e sua luta contra o câncer. "Este será o primeiro filme de desenhos animados da história política argentina. Nossa proposta é a de fazer um registro dos seis anos de vida política de Evita, que provocaram tantas interpretações", afirmou Seoane.

O desenho animado em tom de épica terá trilha sonora do argentino Gustavo Santaolalla, músico premiado com o Oscar de melhor trilha sonora dos filmes Babel e O Segredo de Brokeback Mountain.

O filme, que mesclará cenas de imagens da época, também pretende mostrar o ódio das aristocracias contra a primeira-dama argentina e como os militares que derrubaram o governo de seu marido, em 1955, sequestraram seu corpo embalsamado.

Uma das cenas, no início do filme, mostra como Evita, filha extramatrimonial, é impedida de ver o velório do pai pela viúva legítima do morto. No entanto, essa versão, imortalizada no musical Evita, não é verdadeira, de acordo com Cristina Alvarez, sobrinha-neta de Evita, aliada da presidente Cristina e presidente da Fundação Museu Evita. A sobrinha-neta, considerada a detentora do maior número de documentos e memorabilia de sua tia-avó, garante que a mulher oficial de Juan Duarte, pai de Evita, morreu quatro anos antes dele.

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