Evo ameniza crise e promete discutir fuga de senador boliviano com Dilma

Presidente diz que 'grupos' querem desestabilizar relação bilateral entre os dois países

FERNANDO GALLO / ENVIADO ESPECIAL,

30 de agosto de 2013 | 13h14

PARAMARIBO - O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu uma resolução "de presidente para presidente" para o impasse provocado pela fuga do senador opositor Roger Pinto para o Brasil e acusou "alguns grupos" de tentarem colocá-lo contra a presidente Dilma Rousseff.

"Alguns grupos querem nos colocar contra a presidente Dilma, mas não vão conseguir. Temos uma relação madura", disse Evo em Paramaribo, no Suriname,  questionado sobre o impacto da não devolução do senador à  Bolívia.  "Eu e Lula resolvemos muitos problemas diretamente" O líder boliviano e Dilma devem tratar do caso em uma reunião bilateral ainda hoje, durante cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Evo voltou a criticar o senador opositor, que recebeu asilo diplomático na embaixada brasileira em La Paz. Pinto responde a 20 processos de corrupção na Bolívia, mas diz ser perseguido politicamente por denunciar irregularidades no governo do presidente.

"Nenhum governo do mundo pode proteger e defender corruptos", afirmou. "Não é nenhum perseguido político, é um delinquente"

Na quarta-feira, em La Paz, Evo criticou a posição do governo brasileiro, que alega ter sido surpreendido por uma operação de resgate conduzida pelo encarregado de negócios da embaixada na capital boliviana, Eduardo Saboia.

À época, o presidente sugeriu que Dilma deveria agir de modo diferente. "Se houvesse um caso similar na Bolívia, eu deixaria este corrupto na fronteira."

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