Evo cria ministério para promover 'direitos' do planeta

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje a criação do Ministério da Mãe Terra para promover os "direitos" do planeta. Morales também disse desejar que a Bolívia seja sede de um tribunal de Justiça Ambiental proposto pela Cúpula Mundial de Povos sobre a Mudança Climática, realizada em Tiquipaya, no centro do país.

AE-AP, Agência Estado

23 de abril de 2010 | 14h43

O evento realizado na Bolívia reuniu 7 mil delegados de movimentos sociais, ambientalistas, ativistas e povos indígenas. As conclusões dele foram entregues na quinta-feira aos presidentes Morales e Hugo Chávez, da Venezuela. O boliviano pediu que as Nações Unidas tornem possível um debate internacional sobre os direitos da terra e a adoção de um catálogo para a defesa do planeta da emissão de gases causadores do efeito estufa.

Morales anunciou a nova pasta durante um ato de uma campanha para plantar no próximo ano 10 milhões de árvores, uma para cada habitante do país. Ele começou semeando uma planta ornamental, ao lado do vice-presidente Alvaro García Linera, perto de Cochabamba, cidade localizada no centro da Bolívia.

Os dois líderes pediram que todos se preparem para a "batalha do México", no fim do ano, quando governos de todo mundo devem retomar as discussões da cúpula de Copenhagen, que não conseguiu fechar um acordo abrangente para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Morales também disse que, caso seja criado uma corte de Justiça climática, ele gostaria que sua sede fosse Cochabamba. O tribunal teria jurisdição para sancionar países que não cumpram acordos para reduzir suas emissões.

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