Evo descarta repressão armada em meio à violência

O presidente da Bolívia, Evo Morales, descartou uma repressão armada sobre os violentos confrontos na ruas - com mortos - entre grupos favoráveis ao seu governo e oposicionistas. O presidente também convocou negociações com os líderes da oposição nesta tarde no palácio presidencial em La Paz. Morales disse hoje que é o "primeiro a proibir o exército e a polícia de usarem armas de fogo contra a população". "O governo vai continuar favorável ao diálogo, pela dignidade e unidade do país, apesar das provocações dos líderes da oposição", disse Morales.O presidente também acusou a oposição de procurar "dividir a Bolívia". Pelo menos oito pessoas morreram e uma dúzia ficaram feridos ontem, no terceiro dia de confrontos violentos em partes do país. Também houve uma escalada na crise diplomática ao longo da semana, com a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Bolívia na quarta-feira e com a resposta de Washington também expulsando o embaixador boliviano nos EUA no dia seguinte. Em meio a crise, foi noticiado pela imprensa local que funcionários norte-americanos da Administração de Repressão às Drogas abandonaram a região produtora de coca na Bolívia. "Eles partiram ontem. Cerca de 60 pessoas foram chamadas para a cidade (central) de Cochabamba", disse o coronel Pastor Orellana, comandante de polícia de Chapare, citado pelo jornal La Razón. As informações são da Dow Jones.

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