Evo enfrenta greve ''''por democracia'''' em 6 dos 9 departamentos bolivianos

Seis dos nove departamentos da Bolívia foram afetados ontem por uma greve geral de 24 horas para protestar contra o afastamento de quatro juízes do Tribunal Constitucional e a recusa de parlamentares governistas em aceitar, na Assembléia Constituinte, a mudança, de La Paz para Sucre, das sedes do Executivo e do Legislativo. A greve "em defesa da democracia", segundo os organizadores, afetou cerca de dois terços dos quase 10 milhões de bolivianos. Ela foi organizada por movimentos civis e associações empresariais de oposição nos departamentos de Cochabamba, Chuquisaca (onde fica Sucre), Tarija, Santa Cruz, Beni e Pando. O grupo União da Juventude Crucenhista - força de choque do Comitê Cívico pró-Santa Cruz, que pede mais autonomia para a região - atacou com pedras e pedaços de madeira lojas e carros cujos motoristas não respeitaram a greve. "Bolívia soberana, não venezuelana. Morra a ditadura de Evo Morales", gritavam. O governo definiu a greve geral como política. "É lamentável que se cometam vandalismos como esses", disse um porta-voz de Evo. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas num conflito no mercado central de Santa Cruz. Ruas e estradas foram bloqueadas. O prefeito de Santa Cruz, Percy Fernández, propôs criar "outra pátria" formada pelos quatro departamentos orientais (Tarija, Santa Cruz, Beni e Pando) e parte de Cochabamba e Chuquisaca.Os quatro juízes foram afastados por deputados na semana passada, por terem rejeitado indicações de Evo para o Supremo Tribunal.

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