EFE/MARTIN ALIPAZ
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Evo Morales acusa secretário-geral da OEA de destroçar organismo por 'submissão ao império'

Presidente boliviano, aliado do líder venezuelano Nicolás Maduro, criticou Luis Almagro, após organismo aprovar reunião de chanceleres para discutir crise no país caribenho e Caracas anunciar que deixará a organização

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2017 | 11h41

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de destroçar o organismo por ser "submisso ao império americano". "Luis Almagro está destroçando a OEA, por submissão ao império americano com suas políticas intervencionistas", escreveu Morales em sua conta no Twitter.

O governante se expressou desta forma depois que o governo da Venezuela anunciou que iniciará nesta quinta-feira, 27, um procedimento para deixar o organismo, depois que a OEA convocou uma reunião de chanceleres sem o aval venezuelano para discutir a crise no país caribenho.

A OEA aprovou na quarta-feira a convocação de uma reunião de chanceleres para abordar a crise política da Venezuela com 19 votos a favor, 10 contra, quatro abstenções e uma ausência.

A Venezuela havia advertido que deixaria a organização se essa reunião de chanceleres fosse aprovada, um processo para o qual necessitaria esperar dois anos e pagar sua dívida com o órgão, de cerca de US$ 8,7 milhões, segundo estipula o artigo 143 da Carta da OEA, o documento fundacional de 1948.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, confirmou que seu país não participará "de nenhuma atividade, de nenhum evento onde se pretenda posicionar o intervencionismo e a ingerência deste grupo de países que só buscam perturbar a estabilidade e a paz".

Evo Morales é aliado do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e seus governos fazem parte da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba).

Há duas semanas, o governante boliviano já havia responsabilizado Almagro pela violência registrada durante os protestos na Venezuela e lhe acusou várias vezes de antepor os interesses dos Estados Unidos ao dos povos latino-americanos. / EFE

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