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Evo Morales: Brasil e Alba não irão a Cúpulas das Américas sem Cuba

Presidente da Bolívia pediu apoio de organizações como Celac e Unasul, que não incluem os Estados Unidos

Efe,

17 de abril de 2012 | 13h19

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira, 17, que o Brasil e os países da Aliança Bolivariana (Alba) não participarão das próximas Cúpulas das Américas se Cuba não for convidada, e pediu o apoio de organizações como Celac e a Unasul, que não incluem os Estados Unidos.
 
"Além dos países do Alba, se não houver a presença de Cuba, também não irão às próximas Cúpulas das Américas outros presidentes. Escutei pessoalmente da presidente do Brasil, acho que também dos governantes do Paraguai e do Uruguai", declarou Morales em uma coletiva de imprensa em La Paz.
 
A Cúpula do último fim de semana na cidade colombiana de Cartagena terminou sem uma declaração final por causa da falta de consenso entre América Latina, Estados Unidos e Canadá sobre o isolamento de Cuba e a reivindicação da Argentina pelas ilhas Malvinas.
 
Entre os principais países do Alba (Venezuela, Cuba, Equador, Nicarágua e Bolívia), o único líder que esteve em Cartagena foi Morales. Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega, não participaram do evento em solidariedade a Cuba. Já o venezuelano Hugo Chávez não foi por motivos de saúde.
 
Segundo Morales, alguns presidentes, cujos nomes não mencionou, foram para Cartagena forçados. "Talvez pela responsabilidade ou por consideração com o líder anfitrião, Juan Manuel Santos", disse. Para o governante boliviano, Santos fez "todos os esforços" para que a reunião fosse um sucesso.
 
Morales ainda destacou que não acredita na Cúpula das Américas por causa do fracasso das políticas impostas pelos Estados Unidos, e ressaltou o melhor desempenho econômico dos países latino-americanos e as riquezas naturais da região.
 
"Se temos estas vantagens como latino-americanos, temos a obrigação de fortalecer a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e os diferentes espaços criados para integrar os povos da América Latina", falou.
 
O apoio à Argentina na disputa com o Reino Unido pelas ilhas Malvinas foi outra reivindicação do boliviano, que lamentou a falta de um ambiente de amizade entre os presidentes em Cartagena.
 
Morales contou também que teve uma conversa "nos corredores" com o presidente chileno, Sebastián Piñera, sobre a reivindicação da Bolívia por uma saída ao Pacífico, perdida em uma guerra no século XIX com o país vizinho. O líder reconheceu que "há certa vontade" de Piñera para resolver o assunto, e disse que o governante chileno pediu em contrapartida uma proposta oficial para retomar o diálogo bilateral, suspenso desde 2011, quando Morales anunciou que processará o Chile em cortes internacionais.LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira, 17, que o Brasil e os países da Aliança Bolivariana (Alba) não participarão das próximas Cúpulas das Américas se Cuba não for convidada, e pediu o apoio de organizações como Celac e a Unasul, que não incluem os Estados Unidos.
 
"Além dos países do Alba, se não houver a presença de Cuba, também não irão às próximas Cúpulas das Américas outros presidentes. Escutei pessoalmente da presidente do Brasil, acho que também dos governantes do Paraguai e do Uruguai", declarou Morales em uma coletiva de imprensa em La Paz.
 
A Cúpula do último fim de semana na cidade colombiana de Cartagena terminou sem uma declaração final por causa da falta de consenso entre América Latina, Estados Unidos e Canadá sobre o isolamento de Cuba e a reivindicação da Argentina pelas ilhas Malvinas.
 
Entre os principais países do Alba (Venezuela, Cuba, Equador, Nicarágua e Bolívia), o único líder que esteve em Cartagena foi Morales. Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega, não participaram do evento em solidariedade a Cuba. Já o venezuelano Hugo Chávez não foi por motivos de saúde.
 
Segundo Morales, alguns presidentes, cujos nomes não mencionou, foram para Cartagena forçados. "Talvez pela responsabilidade ou por consideração com o líder anfitrião, Juan Manuel Santos", disse. Para o governante boliviano, Santos fez "todos os esforços" para que a reunião fosse um sucesso.
 
Morales ainda destacou que não acredita na Cúpula das Américas por causa do fracasso das políticas impostas pelos Estados Unidos, e ressaltou o melhor desempenho econômico dos países latino-americanos e as riquezas naturais da região.
 
"Se temos estas vantagens como latino-americanos, temos a obrigação de fortalecer a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e os diferentes espaços criados para integrar os povos da América Latina", falou.
 
O apoio à Argentina na disputa com o Reino Unido pelas ilhas Malvinas foi outra reivindicação do boliviano, que lamentou a falta de um ambiente de amizade entre os presidentes em Cartagena.
 
Morales contou também que teve uma conversa "nos corredores" com o presidente chileno, Sebastián Piñera, sobre a reivindicação da Bolívia por uma saída ao Pacífico, perdida em uma guerra no século XIX com o país vizinho. O líder reconheceu que "há certa vontade" de Piñera para resolver o assunto, e disse que o governante chileno pediu em contrapartida uma proposta oficial para retomar o diálogo bilateral, suspenso desde 2011, quando Morales anunciou que processará o Chile em cortes internacionais.

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