Juan Karita/AP Photo
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Evo Morales denuncia que casa de sua irmã foi incendiada por opositores

Presidente publicou em rede social que manifestantes atearam fogo na casa de sua irmã; residências dos governadores de Oruro e de Chuquisaca também teriam sido atacadas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2019 | 02h18

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou que a casa de sua irmã na cidade de Oruro foi incendiada neste sábado, 9, assim como as residências dos governadores de Oruro e de Chuquisaca. Conflitos seguem em vários cidades bolivianas na madrugada deste domingo. 

"Denunciamos e condenamos perante a comunidade internacional e boliviana que o plano de golpe fascista executa atos violentos com grupos irregulares, que atearam fogo à casa de governadores de Chuquisaca e Oruro e de minha irmã naquela cidade", Morales disse em sua conta no Twitter.

Um dos principais agitadores dos protestos pela renúncia de Morales, Luis Fernando Camacho, disse no Twitter que tem informações de que pode sofrer um atentado. Segundo Camacho, seis veículos com pessoas armadas estavam em direção a La Paz na madrugada de domingo. Ele pediu ajuda da população para revistar carros que viessem de Cochabamba. 

Casas incendiadas

Segundo mensagens e vídeos publicados em redes sociais por habitantes de Oruro, no oeste da Bolívia, um grupo de pessoas saqueou e incendiou a casa do governador, Victor Hugo Vasquez.

A região de Oruro sofreu neste sábado uma onda de confrontos entre apoiadores e críticos de Morales. Foram registrados mais de 30 feridos e há relatos de agressões sexuais.

O governador de Chuquisaca, Esteban Urquizu, denunciou no Twitter o ataque contra sua residência: "Quero denunciar à comunidade internacional que minha propriedade sofreu um ataque ", disse o governador, que também pediu: "Queremos paz!"

Chuquisaca, no centro sul do país, é a região em que se encontra Sucre, a capital constitucional da Bolívia. Na quarta-feira, 6, uma multidão queimou a prefeitura de Vinto, e a prefeita da localidade, Patricia Arce, foi arrastada pela rua, onde cortaram-lhe o cabelo e a pintaram com tinta rosa.

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Policiais da guarda externa do palácio presidencial, em La Paz, deixaram seus postos e se amotinaram em um quartel próximo à praça Murillo neste sábado, 9. O local passou a ser protegido apenas por oficiais e suboficiais.

O presidente Evo Morales não estava presente quando os homens se retiraram e os funcionários que trabalhavam ali saíram do prédio.

Redes de televisão transmitiram os momentos em que inúmeros policiais chegaram à sede da Unidade Tática de Operações (Utop), em apoio aos motins da sexta-feira, 8, nas cidades de Cochabamba, Chuquisaca e Santa Cruz. / EFE e AFP

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