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Alfredo Luna/TELAM/AFP
Alfredo Luna/TELAM/AFP

Evo Morales lidera grande ato na Argentina e defende volta do MAS ao poder na Bolívia

"É questão de tempo: vamos recuperar a democracia e vamos voltar ao governo", disse ex-presidente boliviano

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 22h35

Buenos Aires - O ex-presidente boliviano Evo Morales liderou nesta quarta-feira, 22, um grande comício em Buenos Aires para celebrar o Dia do Estado Plurinacional da Bolívia, defender seu governo e fazer campanha para o Movimento ao Socialismo (MAS) para as eleições do próximo dia 3 de maio.

"É questão de tempo: vamos recuperar a democracia e vamos voltar ao governo", disse Morales na capital da Argentina, onde pediu refúgio depois de renunciar ao cargo por pressão das Forças Armadas no dia 10 de novembro do ano passado.

O ato foi organizado em um estádio de futebol em Buenos Aires. Diante de uma multidão de simpatizantes, Morales celebrou o Dia do Estado Pluracional, instituído por ele próprio em 2010 para lembrar de sua primeira posse como presidente, no mesmo dia de 2006.

"É uma enorme alegria estar aqui para festejar 14 anos da nossa revolução democrática cultural", destacou Morales ao público, formado por bolivianos que vivem na Argentina e organizações sociais e políticas de esquerda do próprio país.

Campanha para o MAS

O ato tem especial simbolismo devido à proximidade das eleições de 3 de maio, uma repetição do pleito realizado em outubro, vencido por Morales em primeiro turno, mas anulado devido a múltiplas denúncias de fraude e manipulação.

Morales disse que, antes das eleições de outubro, pensava que aquele seria seu último - e quarto - mandato como presidente da Bolívia. O ex-presidente se diz vítima de um golpe de Estado, organizado pela oposição com o apoio das Forças Armadas.

"Mas agora que me provocaram, agora que me expulsaram e não querem que eu volte à Bolívia, quero dizer que seguirei fazendo política para derrotar a direita", prometeu.

O ex-presidente aproveitou o evento para pedir apoio a Luis Arce, ministro de Economia durante grande parte de seus três mandatos, que foi escolhido no último fim de semana como candidato do MAS nas eleições de maio. Segundo Morales, as últimas pesquisas apontam que ele venceria o pleito com 79% dos votos.

"Vamos ganhar novamente no dia 3 de maio para dar sequência ao nosso processo de mudança e seguir mostrando que os movimentos sociais sabem governar", afirmou.

Defesa do governo

No discurso, precedido por um minuto de silêncio aos bolivianos que "resistiram ao golpe" contra Morales, o ex-presidente defendeu seu governo, que, segundo ele, foi marcado pela "luta contra o capitalismo", classificado por ele como "pior inimigo da humanidade".

"Graças à luta do povo boliviano, deixamos o estado colonial e agora temos um Estado plurinacional, algo único no mundo, no qual todos têm os mesmos direitos", destacou.

Morales destacou as políticas de nacionalização do gás que permitiram incrementar as receitas do governo e o Produto Interno Bruto (PIB). O ex-presidente também exaltou as medidas para a redistribuição de renda que, segundo ele, permitiram reduzir a taxa de pobreza no país para menos de 15%. /EFE

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