Evo Morales pede apoio a Hu Jintao para "lutar pela justiça"

O presidente eleito boliviano, Evo Morales, reuniu-se nesta segunda-feira com o governante chinês, Hu Jintao, a quem pediu o apoio do Governo da China e o Partido Comunista deste país "para lutar pela justiça".Morales reconheceu que "nunca tinha imaginado que um dia seria recebido com honras de chefe de Estado no Grande Palácio do Povo". Morales destacou que "a China é um aliado programático e ideológico" e que por isso foi escolhido como um de seus primeiros destinos após a vitória nas eleições de 18 de dezembro.O presidente Hu Jintao felicitou o líder indígena por essa vitória, e confiou que sob o comando de Morales "o povo boliviano poderá conseguir grandes avanços na construção nacional".O líder chinês disse estar convencido de que a visita servirá para aprofundar a amizade e cooperação entre ambas nações, que estabeleceram vínculos diplomáticos em 1985. Morales iniciou o dia com uma visita à Cidade Proibida e mais tarde se reuniu com o ministro de Comércio da China, Bo Xilai, em reunião na qual novamente pediu às empresas chinesas que invistam em setores importantes da economia boliviana.Fontes da comitiva presidencial disseram que o presidente viajará para a Índia após sua estadia na China, mas assinalaram que provavelmente os planos de viagem ao Irã serão cancelados. Aparentemente os aviões nos quais viaja a comitiva, propriedade do Governo venezuelano, mas de matrícula americana, não podem aterrissar em solo iraniano, segundo estas fontes. Morales chegou à China neste domingo, após um périplo que já o levou a Cuba Venezuela, Espanha, Bélgica, Holanda, França e China, e incluirá ainda Brasil, Argentina e Índia antes de seu retorno à Bolívia onde tomará posse em 22 de janeiro.

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