Evo Morales quer comprar satélite chinês

O presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou à Suíça no fim de semana para negociar a compra de um satélite com a China. Evo quer deixar de depender de equipamentos de países como o Brasil para a observação de seu território. Ele recebeu garantias da União Internacional de Telecomunicações (UIT) de que uma órbita de satélite será garantida à Bolívia, apesar de o espaço aéreo nessa região estar "superlotado".

AE, Agencia Estado

15 de setembro de 2009 | 08h47

O novo equipamento custará US$ 300 milhões e Evo busca um financiamento da China. Pequim também será responsável pela construção do aparelho e por colocá-lo em órbita. A meta é que o satélite esteja em funcionamento em três anos. Se as taxas de juros do empréstimo de Pequim forem consideradas altas, Evo pretende usar parte de sua reserva de gás para pagar pelo equipamento.

Aos representantes da ONU, o presidente boliviano insistiu que seu país precisa estabelecer uma melhor conexão de telecomunicações em seu território. La Paz estima que apenas com um aparelho próprio pode atender suas necessidades. A Bolívia não paga sua contribuição financeira à UIT desde 1955. A dívida com a entidade da ONU é de US$ 4 milhões, mas Evo prometeu que pagaria os valores atrasados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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