Evo pede que Brasil entregue senador que fugiu de embaixada à Bolívia

Se houvesse caso similar aqui, eu deixaria este corrupto na fronteira, diz presidente

RODRIGO CAVALHEIRO - ENVIADO ESPECIAL / LA PAZ,

28 de agosto de 2013 | 14h43

(Atualizada às 15h55) LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta quarta-feira, 28, que o Brasil entregue o senador opositor Roger Pinto às autoridades bolivianas. Em sua primeira manifestação sobre a fuga do senador para o Brasil, Morales afirmou que brigará pela extradição do político opositor para "que seja julgado como qualquer autoridade envolvida em corrupção". O senador chegou ao Brasil clandestinamente no sábado, após 15 meses asilado na embaixada brasileira em La Paz.

Evo criticou a posição do governo brasileiro, que alega ter sido surpreendido por uma operação de resgate conduzida pelo encarregado de negócios da embaixada na capital boliviana, Eduardo Savoia. Evo sugeriu que a presidente Dilma Rousseff deveria agir de modo diferente. "Se houvesse um caso similar na Bolívia, eu deixaria este corrupto na fronteira."

Na terça-feira, Dilma qualificou como "inaceitável" a maneira como o senador boliviano foi retirado da embaixada brasileira em La Paz. Segundo Dilma, a atitude de Saboia colocou em risco a vida do próprio senador. Brasil e Bolívia negociavam um salvo-conduto para que Pinto deixasse a representação diplomática e pudesse deixar legalmente o território boliviano.

"É importante que o governo do Brasil explique a situação. Estamos à espera de uma resposta oficial pelas vias diplomáticas. Esta será a base do que faremos no futuro", disse Morales. "Sinto que o Brasil deva dar uma boa imagem ao mundo, respeitando convênios internacionais e lutando contra a corrupção", prosseguiu.

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