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Evo quer comprar satélite chinês

Bolívia busca eliminar sua dependência de vizinhos

Jamil Chade, CORRESPONDENTE, GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

15 de setembro de 2009 | 00h00

O presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou à Suíça no fim de semana para negociar a compra de um satélite com a China. Evo quer deixar de depender de satélites de países como o Brasil para a observação de seu território. Ele recebeu garantias da União Internacional de Telecomunicações (UIT) de que uma órbita satelital será garantida à Bolívia, apesar de o espaço aéreo nessa região estar "superlotado".

O novo satélite custará US$ 300 milhões e Evo busca um financiamento da China. Pequim também será responsável pela construção do aparelho e por colocá-lo em órbita.

A meta é que o satélite esteja em funcionamento em três anos. Se as taxas de juros do empréstimo de Pequim forem consideradas altas, Evo pretende usar parte de sua reserva de gás para pagar pelo satélite.

O satélite já tem até nome: "Tupac Katari", em homenagem a um dos líderes dos direitos indígenas no século 18.

Aos representantes da ONU, o presidente boliviano insistiu que seu país precisa estabelecer uma melhor conexão de telecomunicações em seu território. La Paz estima que apenas com um aparelho próprio pode atender suas necessidades. A Bolívia não paga sua contribuição financeira à UIT desde 1955. A dívida com a entidade da ONU é de US$ 4 milhões, mas Evo prometeu que pagaria os valores atrasados.

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