Evo rejeita ir a debates em campanha à reeleição

Presidente boliviano diz que adversários não têm 'moral' para discutir e só debaterá planos com os movimentos sociais

LA PAZ, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2014 | 02h04

O presidente da Bolívia, Evo Morales, rejeitou ontem a possibilidade de participar de debates com seus oponentes na disputa que enfrentará em outubro buscando a reeleição. Durante evento no Departamento de Santa Cruz, o presidente disse que seus rivais não podem exigir debate. "Que moral, que autoridade têm para debater comigo, se eles privatizaram e entregaram as empresas do Estado e os recursos naturais às transnacionais?", disse ele.

A recusa foi uma reação às declarações no sábado do empresário Samuel Doria Medina, candidato da coalizão formada entre os partidos Unidade Nacional, de centro, e Partido Democrata Social, conservador. O oponente pediu a participação do presidente nas discussões entre os candidatos.

"Imaginem quanto perdemos com esse modelo neoliberal, quanto nos roubaram com as privatizações. E agora ainda se atrevem a dizer 'vou debater com Evo'. Que debate? Vão debater com suas avós", declarou o presidente. Evo concluiu dizendo que só debaterá seu programa de governo durante a campanha eleitoral "com os nossos movimentos sociais". Nas eleições de 2005 e 2009, vencidas por ele, o presidente também começou a campanha como favorito e não foi a debates.

Além de Medina, apresentaram intenção de concorrer à presidência boliviana o ex-prefeito da capital, La Paz, Juan del Granado, pelo Movimento Sem Medo, o ex-presidente Jorge Quiroga Ramírez e o líder indígena Fernando Vargas. Em dezembro, Del Granado apostou que o presidente não debateria. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.