Ex-administrador do Iraque aponta erros da ocupação

O general da reserva que liderou o primeiro governo de ocupação no Iraque afirmou que os Estados Unidos cometeram grandes erros, como a desmobilização do Exército iraquiano, ter colocado poucas tropas em campo e ter sido incapaz de explicar os objetivos da guerra. Jay Garner disse, numa entrevista, que a série de erros teve início em abril, quando as Forças Armadas americanas não agiram com a rapidez suficiente para manter a lei e a ordem e preservar prédios necessários para ministérios do governo."Se tivéssemos de fazer de novo, provavelmente colocaríamos mais infantaria em Bagdá", opinou Garner na entrevista à rádio BBC. Ele admitiu ter cometido graves equívocos, mas também criticou seu sucessor, Paul Bremer, por ter desmobilizado o Exército iraquiano, criando um grande número desempregados num momento em que era necessária mão-de-obra para a reconstrução do país."Acho que foi um erro", avaliou. "Planejamos trazer de volta o Exército iraquiano e usá-lo na reconstrução." A decisão de Bremer de dissolver o Exército tirou o ganha-pão de centenas de milhares de pessoas e ofereceu potenciais recrutas para a resistência, explicou.Garner também reclamou das más relações entre o Pentágono e o Departamento de Estado, relatando que só ficou sabendo de um detalhado estudo do secretário de Estado Colin Powell para o pós-guerra poucas semanas antes do início do conflito, em março.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.