Victor J. Blue/Bloomberg
Victor J. Blue/Bloomberg

Ex-advogado de Trump admite ter pago para manipular pesquisas eleitorais

Cohen confirmou informação publicada pelo 'Wall Street Journal'; no Twitter, disse ter se arrependido de sua 'lealdade cega a um homem que não merece isso'

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2019 | 15h42

NOVA YORK -  Michael Cohen, ex-advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quinta-feira, 17, ter pago um homem para manipular as pesquisas online a fim de beneficiar o magnata do setor imobiliário no começo da campanha eleitoral. 

Cohen confirmou uma informação publicada pelo Wall Street Journal de que teria pago para o diretor de uma  pequena empresa de tecnologia, John Gauger, para criar um código que atribuísse votos a Trump em uma pesquisa online da emissora CNBC. 

Ele repetiu a mesma ação em uma pesquisa digital do site Drudge Report - popular entre os conservadores.

Cohen, que também pagou Gauger para criar uma conta em uma rede social falando bem dele mesmo, confirmou as principais linhas da reportagem. 

"O que fiz foi sob comando e em único benefício de Donald Trump. Eu realmente me arrependi de minha lealdade cega a um homem que não merece isso", tuitou. 

Cohen, que à época era braço direito do magnata na Organização Trump em Nova York, admitiu no ano passado ser culpado de violar leis financeiras de campanha. Envolveu Trump no crime dizendo que ordenou o pagamento de duas mulheres, que teriam tido relacionamentos com Trump, para silenciá-las. 

O advogado, de 52 anos, foi condenado a 3 anos de prisão, mas sua detenção foi adiada enquanto ele continua a colaborar com a Justiça em investigações em andamento, como a da suspeita de conluio entre a campanha de Trump e a Rússia

O Wall Street Journal afirmou que Gauger recebeu cerca de US$ 12 mil em dinheiro pelo serviço, enquanto Cohen insistiu que ele foi pago com cheques. / AFP 

 

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