Ex-agente acusa Fujimori de autorizar crimes

Um ex-agente de inteligência peruano acusou o destituído presidente Alberto Fujimori (1990-2000) de ter autorizado os crimes atribuídos ao grupo militar Colina, cujas operações teriam sido coordenadas por seu ex-assessor e chefe do poderoso Serviço de Inteligência Nacional (SIN), Vladimiro Montesinos. Em uma entrevista concedida na clandestinidade, o ex-agente do serviço de inteligência do Exército, José Luis Bazán Adrianzén, revelou que "de fato, Fujimori conhecia as atividades do grupo Colina". "E mais, não só as conhecia como as autorizava", assegurou Bazán, que trabalhou para o SIN entre 1984 e 1992. A existência do grupo Colina foi divulgada quando a imprensa local revelou em 1994 os assassinatos cometidos por militares sob as supostas ordens de Montesinos. Dois foram os casos mais rumorosos ligados a esse grupo: o seqüestro e assassinato de um professor e nove estudantes da Universidade Nacional de Educação "La Cantuta", em 16 de julho de 1992, e a matança de 15 pessoas em Barrios Altos, perto do centro de Lima, em 3 de novembro de 1991.

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