Ex-agente do FBI acusado de espionar para Moscou

O ex-agente do FBI (a polícia federal norte-americana) Robert Hanssen era escoltado por um forte esquema de segurança ao entrar no tribunal nesta quinta-feira e alegar inocência com relação às acusações federais de espionar em favor de Moscou, crime este que pode levar à pena de morte, se ele for considerado culpado. Hanssen respondeu "inocente" ao ser perguntado sobre sua culpabilidade durante a abertura do processo na Corte Federal de Virginia. De acordo com o planejamento, o julgamento deverá ser iniciado em 29 de outubro. "Nós entraremos com uma petição na justiça federal para contestar esse indiciamento", disse seu advogado, Plato Cacheris, aos jornalistas que aguardavam em frente à Corte. Perguntado sobre se o Departamento de Justiça dos Estados Unidos traria algum russo como testemunha, Cacheris respondeu: "Procuramos por qualquer russo que esteja disposto a testemunhar." A abertura do processo ocorreu depois do vazamento de informações segundo as quais os advogados de Hanssen e a promotoria não teriam chegado a um acordo. Uma questão delicada é o fato de os promotores terem insistido em que a pena de morte poderia ser pedida em qualquer uma das 21 acusações contra o veterano agente do FBI. Hanssen optou por seu direito de pedir um julgamento rápido, e os advogados da defesa e da promotoria concordaram em pedir ao juiz Claude Hilton o agendamento do julgamento para 29 de outubro deste ano. Hanssen está detido em um local não revelado desde sua prisão em fevereiro deste ano, em um estacionamento na Virginia, quando ele supostamente entregava um pacote para agentes russos. No indiciamento federal, Hanssen é acusado de ter passado segredos norte-americanos a Moscou durante 15 anos em troca de US$ 1,4 milhão em dinheiro e diamantes.

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