Ex-agente e ex-presidente firmou-se como figura autoritária

Ex-agente e ex-presidente firmou-se como figura autoritária

PERFIL

, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2010 | 00h00

Vladimir Putin

Primeiro-ministro DA RÚSSIA

Vladimir Putin foi presidente da Rússia durante oito anos, comandando o Kremlin com mão de ferro e tentando recuperar o orgulho nacional. Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato presidencial, mas sem nenhuma intenção de abrir mão do controle do país, Putin orquestrou em meados de 2008 uma série de medidas para conservar seu poder.

A principal delas foi a escolha de Dmitri Medvedev como seu sucessor para ocupar a presidência russa. Para analistas, a expectativa é a de que Medvedev cumpra seu mandato sem grandes mudanças de política, permitindo que Putin volte a candidatar-se em 2012. Muitos acreditam que, apesar de Putin ocupar hoje o cargo de premiê, ele continua sendo a principal força por trás do processo de tomada de decisões do Kremlin.

Antes de ser presidente, Putin foi chefe da KGB. Em oito anos, ele recolocou a Rússia nos trilhos e ganhou imensa popularidade. No entanto, ele iniciou uma guerra na Chechênia e se firmou como um dirigente autoritário. Nascido em 7 de outubro de 1952 na periferia de São Petersburgo, Putin foi enviado do serviço secreto da União Soviética a Dresden, na então República Democrática Alemã (RDA), em 1985.

Depois de uma carreira na prefeitura de São Petersburgo e no gabinete presidencial - onde foi notado por sua discrição -, ele foi designado em 1998 para o comando do FSB, serviço encarregado da segurança interna do país. Em agosto de 1999, Boris Yeltsin nomeou Putin primeiro-ministro. Meses depois, em 31 de dezembro de 1999, Yeltsin anunciou sua demissão e entregou o poder a Putin, três meses antes de uma eleição presidencial que seu sucessor venceu no primeiro turno.

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