Ex-assessor da Casa Branca deve aguardar recurso na prisão

Libby foi condenado por mentir sobre o escândalo envolvendo agente da CIA

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

O juiz Reggie B. Walton, responsável pela condenação de I. Lewis "Scooter" Libby, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, disse nesta quinta-feira, 14 que ele terá que aguardar na cadeia o julgamento do recurso que apresentou contra sua condenação a 30 meses de prisão por perjúrio. Walton afirmou que tem recebido diversas ameaças por telefonemas e cartas, algumas delas "desejando coisas ruins inclusive para familiares". A declaração do juiz fará com que os advogados de Libby apressem os recursos junto ao tribunal para tentar impedir a sentença e forçar o presidente americano, George W. Bush, a considerar os pedidos dos aliados do ex-assessor para que ele seja perdoado. Libby havia pedido para aguardar em liberdade, mediante o pagamento de fiança, o recurso que apresentou contra a pena que foi imposta na semana passada no chamado "caso Plame", sobre o vazamento à imprensa do nome de uma agente da CIA. "Até que o Tribunal decida pelo contrário, Libby terá que continuar preso", disse Walton, que assegurou que o recurso será julgado entre seis e oito semanas. Outras possibilidades legais que o ex-funcionário do governo americano dispõe para evitar a prisão seria o perdão concedido pelo presidente Bush. Libby foi acusado em março de mentir a um júri sobre suas conversas com jornalistas sobre a identidade da ex-espiã da CIA Valerie Plame, cujo nome foi publicado pela imprensa em julho de 2003, depois que seu marido acusou Washington de usar argumentos falsos para justificar a Guerra do Iraque.

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