Ex-cafetão quer ser eleito parlamentar na Tailândia

Um famoso cafetão, que chegou no passado a comandar o maior império de prostíbulos da Tailândia, afirma ser o mais bem qualificado para dirigir a luta nacional contra a corrupção. O motivo para isso, segundo ele, é o fato de já ter divulgado publicamente informações sobre subornos que era obrigado a pagar a policiais.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 14h31

Em sua campanha por uma vaga no Legislativo nas eleições deste domingo, Chuvit Kamolvisit, de 49 anos, aposta no apoio dos cidadãos fartos de líderes conflituosos e hipócritas. Os políticos "são como fraldas: é preciso trocá-los", comparou Chuvit em entrevista à Associated Press, referindo-se a um cartaz de sua campanha que o mostra cuidando de um bebê. "Se não for assim, ficam sujos demais."

Antes apontado como o rei das "casas de massagem" da Tailândia, Chuvit afirma ter intenções sérias na política. Ele já ganhou uma vaga no Parlamento em 2005, porém foi desqualificado no ano seguinte, pois não estava havia tempo suficiente no seu partido antes das eleições.

Também já concorreu duas vezes a governador de Bangcoc, ficando nas duas ocasiões em terceiro lugar, distante do vencedor. A sua última campanha ao governo perdeu impulso após ele golpear um repórter na cara por este lhe fazer perguntas indesejadas e inclusive chutar o jornalista caído no chão.

"Quando eu me meti na política, não sabia que seria tão suja para mim... inclusive para mim", comentou. "Talvez eu seja estúpido de me meter nela. Espero poder parar algum dia. É como se estivesse apostando. Você sabe que vai perder todo o dinheiro, mas segue jogando de toda maneira."

Caso seja eleito, Chuvit prometeu não participar de nenhuma coalizão governista. Garantiu que será um independente, para se concentrar na luta contra a corrupção. As informações são da Associated Press.

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