Ivan Alvarado/Reuters
Ivan Alvarado/Reuters

Ex-candidato de Piñera vai apoiar opção da extrema direita em segundo turno no Chile

Sebastián Sichel ficou em quarto lugar entre os sete candidatos no primeiro turno, no qual concorreu pela coalizão do atual presidente chileno

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2021 | 12h38

SANTIAGO - Derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais no Chile, o ex-candidato Sebastián Sichel, do atual partido governista, anunciou nesta quinta-feira apoio ao candidato de ultradireita, José Antonio Kast, para o segundo turno.

No próximo dia 19, Kast vai enfrentar nas urnas o esquerdista Gabriel Boric, e um deles será o novo presidente do país.

"Embora nosso projeto seja diferente, é necessário adotar uma posição por causa do que está em jogo no Chile. De minha parte, afirmei desde o início que considero prioritário derrotar a ameaça do populismo de esquerda e comprometo meu voto a favor disso", disse Sichel.

Com 12,69% dos votos, ele ficou em quarto lugar entre os sete candidatos no primeiro turno, no qual concorreu pela coalizão do atual presidente, Sebastián Piñera.

A declaração do ex-candidato foi dada após uma conversa com Kast na qual eles discutiram nove pontos programáticos que Sichel pediu que sejam incluídos no programa do ultradireitista.

Kast e sua equipe "transmitiram sua absoluta vontade de incluir e reforçar em seu programa os compromissos dos pontos enviados", ressaltou Sichel.

"Há um grande centro, centro-direita e eleitorado independente que está longe do projeto do Partido Comunista e não vê a candidatura da ala representada por Gabriel Boric como uma alternativa viável, mas ao mesmo tempo exige certeza em questões fundamentais como gênero, meio ambiente, economia e direitos humanos", afirmou Sichel.

Enquanto parte da equipe de Kast havia criticado Sichel por estabelecer condições para o apoio, o próprio candidato enfatizou que a maioria dos pontos já estavam incluídos em seu programa e que ele não acreditava que isso seria um obstáculo.

Entre esses novos pontos estavam questões como o respeito irrestrito aos direitos humanos, o compromisso total com as minorias e diversidades.

Esta é a primeira vez desde o retorno à democracia, ocorrido em 1990, que os partidos tradicionais de centro-esquerda e centro-direita foram deixados de fora da corrida e que dois modelos muito diferentes do país a combaterão nas urnas./ EFE

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