Eduardo Muñoz/EFE
Eduardo Muñoz/EFE

Opositor colombiano nega pagamentos de campanha pela Odebrecht

Ministério Público da Colômbia diz ter provas demonstrando que a empreiteira brasileira assumiu gastos da campanha de Óscar Iván Zuluaga em 2014

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2017 | 05h18
Atualizado 17 de março de 2017 | 10h40

BOGOTÁ - O candidato opositor à presidência da Colômbia em 2014 Óscar Iván Zuluaga, do partido Centro Democrático, negou na quinta-feira 16 que a empreiteira brasileira Odebrecht tenha assumido gastos durante a campanha presidencial dele. Zuluiaga foi derrotado pelo atual presidente, Juan Manuel Santos.

"Minha campanha foi honrada, se preocupou em cumprir tudo o que estabelece a lei, porém terei paciência suficiente para poder esperar que as autoridades competentes se pronunciem", afirmou Zuluaga após prestar depoimento voluntário ao Conselho Nacional Eleitoral.

O Ministério Público colombiano confirmou ter provas que demonstram que a Odebrecht pagou gastos de campanha para o presidente Santos e o opositor Zuluaga em 2014. Há a suspeita que estes pagamentos tenham sido feitos por meio de propina.

Para o MP colombiano, a Odebrecht pagou US$ 1,6 milhão ao marqueteiro de Zuluaga, o publicitário brasileiro Duda Mendonça. "Esse valor corresponde a um adicional à soma que inicialmente havia sido pedida pelos serviços prestados à campanha 'Mão Firme, Coração Grande", disse a Procuradoria colombiana.

O procurador-geral do país, Néstor Humberto Martínez, afirmou que a empreiteira também "serviu de ponte" para organizar uma reunião entre dirigentes da campanha de Zuluaga e Mendonça, que ocorreu em fevereiro de 2014 em São Paulo. Sobre isso, Zuluaga disse à imprensa estar "disposto a dar todas as explicações sem exceção".

Em razão das denúncias, Zuluaga anunciou que vai adiar o anúncio da sua pré-candidatura às eleições presidenciais de 2018 pelo Centro Democrático, fundado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. / EFE

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