Gordon Welters/The New York Times
Gordon Welters/The New York Times

Ex-chanceler alemão Helmut Schmidt morre aos 96 anos

Político social-democrata liderou país de 1974 a 1982 durante o auge da Guerra Fria; ele estava em sua casa, acompanhado pela família, depois de passar por internações em agosto e setembro

O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 15h20

HAMBURGO, ALEMANHA - O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt, cujo estado de saúde havia se deteriorado bruscamente no último fim de semana, morreu no início da tarde desta terça-feira, 10, aos 96 anos, anunciou seu médico à agência de notícias alemã DPA.

O ex-líder social-democrata, que foi chanceler entre 1974 e 1982, morreu em sua casa, em Hamburgo (norte), informou o Dr. Heiner Greten. Hospitalizado em agosto em razão de uma desidratação e operado em setembro por um coágulo de sangue em uma perna, Schmidt sofria de uma infecção indefinida e tinha "praticamente nenhuma resistência", indicou o médico a um jornal local.

Segundo o Dr. Greten, questionado nesta terça-feira pelo Hamburger Abendblatt, era "a sua vontade e a de sua família permanecer em um ambiente familiar", em vez de se submeter a uma nova hospitalização.

Fumante inveterado, equipado com um marca-passo desde 1981, Helmut Schmidt foi vítima de um ataque cardíaco em 2012 e foi submetido a uma cirurgia para realizar uma ponte de safena.

Chanceler em 1974, após a renúncia de outra grande figura da social-democracia alemã, Willy Brandt, Helmut Schmidt foi reconduzido ao cargo em 1976 e 1980.

Inflexível ante a violência do grupo de extrema-esquerda "Facção do Exército Vermelho" (RAF), conduziu reformas sociais. O "Chanceler de Ferro" foi o primeiro a denunciar a implantação de foguetes SS-20 soviéticos em 1977 e a defender os euro-mísseis da Otan.

Helmut Schmidt também foi o "pai", ao lado do ex-presidente francês Valéry Giscard d'Estaing, do Sistema Monetário Europeu (SME). Europeu convicto, ele havia criticado a forma como seu sucessor Helmut Kohl conduziu a unificação da Alemanha.

Ele aposentou-se da vida política há mais de 30 anos, mas continuou a contribuir para os debates políticos e intelectuais de seu país. Autor de trinta livros, foi editor (1983) e diretor (1985-1989) de "Die Zeit", uma das revistas alemãs de mais prestígio. / AFP e REUTERS

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