Ex-chanceler do Japão disputará cargo de premiê

O ex-ministro das Relações Exteriores do Japão, Seiji Maehara, disse nesta terça-feira que concorrerá à disputa partidária para escolher o sucessor do primeiro-ministro Naoto Kan, esquentando a disputa a menos de uma semana para a votação.

AE, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 15h51

"Eu gostaria de reconstruir o Japão com um novo caminho de crescimento econômico, através de novas políticas energéticas e recuperando o país dos desastres de 11 de março", disse Maehara em uma reunião com seus simpatizantes no Partido Democrático do Japão (PDJ). "Precisamos restaurar a confiança nos políticos".

Kan deverá anunciar formalmente sua renúncia na sexta-feira após a aprovação no Parlamento de uma lei sobre a energia renovável, uma das condições dadas pelo combalido premiê para deixar o cargo. A Câmara Alta do Parlamento japonês, que

corresponde a um Senado, é controlada pela oposição mas deverá aprovar a matéria até a sexta-feira, abrindo o caminho para o governista PDJ realizar sua disputa pela liderança na segunda-feira.

Se a matéria for aprovada até a sexta-feira, "em primeiro lugar, renuncio à chefia do partido. Quando um novo líder for escolhido, o primeiro-ministro e o gabinete renunciarão em massa", disse Kan durante sessão parlamentar nesta terça-feira.

Maehara, o candidato mais popular segundo uma pesquisa feita pela agência estatal Kyodo News, que lhe deu 28% de aprovação, até agora apoiava a candidatura informal do atual ministro de Finanças, Yoshihiko Noda. Se Maehara vencer, o político de 49 anos será o mais jovem primeiro-ministro do Japão no período pós-guerra.

Embora Noda e Maehara concordem em muitas políticas - disciplina fiscal, lento e gradual abandono da energia nuclear, necessidade de colaboração política próxima com a oposição e uma forte aliança japonesa com os Estados Unidos, eles divergem

a respeito da política fiscal.

Noda defende o aumento dos principais impostos japoneses para a reconstrução das regiões devastadas pelo tsunami, enquanto Maehara deseja segurar aumentos nos impostos durante dois anos para permitir a recuperação da economia.

A entrada de Maehara na disputa com Noda irá dividir a base de apoio de ambos, aumentando o poder de barganha de Ichiro Ozawa, um cacique político no PDJ que comanda um bloco com mais de 100 parlamentares.

Outros políticos de peso que indicaram que disputarão o comando do PDJ, e consequentemente o cargo de premiê japonês, são o ministro da Agricultura Michihiko Kano e o ministro da Indústria Banri Kaieda.

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
JapãoMaeharaNaoto KanPDJ

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.