Ex-chanceler egípcio Moussa diz que pode disputar Presidência

O chefe da Liga Árabe e ex-ministro das Relações Exteriores do Egito, Amr Moussa, não negou que estivesse de olho na Presidência do país africano em uma entrevista que deve alimentar as especulações sobre quem pode suceder o presidente Hosni Mubarak.

REUTERS

19 de outubro de 2009 | 18h44

Moussa, de 73 anos e elogiado por muitos árabes e egípcios por suas críticas tanto a Israel quanto às políticas norte-americanas para o Oriente Médio, disse que o próximo líder também poderia ser Gamal Mubarak, de 45 anos, filho do atual presidente.

As declarações de Moussa para o jornal Shorouk, embora vagas, vão aumentar a especulação com a eleição presidencial de 2011.

Mubarak, de 81 anos, no poder desde 1981, não disse se vai tentar a reeleição. Analistas dizem que o sucessor mais provável é seu filho, mas os dois negam isso.

"É direito de todo cidadão com capacidade e competência aspirar à posição de participar no serviço à pátria, inclusive na posição principal de presidente da República", disse Moussa na entrevista.

Moussa ganhou a admiração de muitos árabes ao advertir Washington de que os EUA abririam "os portões do inferno" se a invasão de 2003 do Iraque fosse adiante.

(Reportagem de Edmund Blair)

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