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Ex-chefe da polícia de Pinochet deixa prisão

O general reformado Manuel Contreras, ex-chefe da DINA, a temida polícia secreta do ditador Augusto Pinochet, saiu hoje da prisão após cumprir 5 anos de detenção como autor intelectual do assassinato do ex-chanceler esquerdista Orlando Letelier, mas continuará em prisão domiciliar pois responde a outros processos.Era meia-noite (hora local) quando Contreras, de 71 anos, deixou a prisão de alta segurança de Punta Peuco, a 40 km de Santiago - construída para abrigar militares condenados por violações aos direitos humanos durante a ditadura de Pinochet. O outrora poderoso chefe da DINA, que sofre de câncer, foi liberado de Punta Peuco pelo juiz Juan Guzmán, o mesmo que tenta processar o general Augusto Pinochet, e poderá agora cumprir prisão domiciliar em um condomínio para altos oficiais militares em Peñalolén, nas montanhas nos arredores de Santiago.Ali ele continuará aguardando o desenrolar de uma série de petições de processos em outros casos em que é acusado de violações aos direitos humanos. Dos sete anos a que foi condenado, Contreras passou apenas 5 anos e 3 meses na prisão especial, pois foi descontado o tempo em que permaneceu detido em um hospital militar enquanto a Justiça decidia sobre sua extradição para os EUA - que foi rejeitada. Há apenas alguns meses o assistente de Contreras na DINA, o brigadeiro Pedro Espinoza, também foi libertado após cumprir seis anos de prisão como co-responsável pelo atentado que, em 1976, em Washington, tirou a vida de Letelier, um exilado, ex-dirigente socialista, e de sua assistente americana Ronni Moffitt.A condenação do ex-chefe da DINA pela Corte Suprema, durante o mandato do ex-presidente Eduardo Frei, em maio de 1995, provocou sérias tensões entre o governo e os militares. "Não vou à prisão alguma", declarou Contreras, horas após receber a sentença. O então ministro do Interior, Carlos Figueroa, advertiu que o veredicto teria de ser cumprido, nem que fosse à força. Mas Contreras resistiu cinco meses antes de ir para a cadeia. Na ocasião, Pinochet ainda era o comandante do Exército chileno.

Agencia Estado,

24 de fevereiro de 2001 | 08h29

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