Ex-chefe das AUC quer mesma prisão dos companheiros

Salvatore Mancuso acredita que a medida pode facilitar a aplicação da Lei de Justiça e Paz, que promove o desarmamento em massa dos paramilitares

EFE

14 Julho 2007 | 01h22

Salvatore Mancuso, ex-chefe máximo da organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), pediu ao Governo do presidente Álvaro Uribe para ficar detido na mesma prisão onde estão 179 de seus antigos subalternos.Mancuso apresentou o pedido em carta ao ministro do Interior e deJustiça, Carlos Holguín, com data de 4 de julho e divulgada nesta sexta-feira no seu site.Segundo o ex-comandante principal das AUC, a reunião com os seus subalternos facilitará a aplicação da Lei de Justiça e Paz, que promove o desarmamento em massa dos paramilitares, e a agilização das investigações penais.A concentração é "condição necessária para contribuir de maneira mais eficaz à construção da verdade como valor reparador, libertador e patrimonial, que conduza à reconciliação como objetivo final para alcançar a paz", considerou Mancuso.O ex-paramilitar acrescentou que, sob sua liderança, será mais fácil reconstruir com seus subalternos "a verdade, com a apuração de fatos precisos e localização de covas e desaparecidos". Ele explicou que não conhece os detalhes de muitos casos.Mancuso pediu que ele e os 179 ex-paramilitares sejam transferidos para a Penitenciária de Urrá, na zona rural de Tierralta, localidade de Córdoba, onde ficava o seu quartel.O ex-chefe das AUC está preso na prisão de segurança máxima de Itagüí, vizinha a Medellín, ao lado de cerca de 30 de antigos comandantes. Os outros 179 estão espalhados por 13 presídio.O Governo e as AUC mantiveram de 2002 a 2006 um processo de paz que terminou com o desarmamento de mais de 31 mil paramilitares.

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