REUTERS/Carlo Allegri
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Ex-chefe de campanha de Trump cumprirá prisão domiciliar

Manafort se apresentou na primeira hora da manhã ao FBI e posteriormente foi conduzido ante uma juíza federal em Washington

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 18h53

WASHINGTON - Paul Manafort, ex-chefe da campanha eleitoral de Donald Trump, indiciado por conspiração e lavagem de dinheiro, deverá permanecer em prisão domiciliar, determinou nesta segunda-feira uma juíza federal de Washington, que também lhe impôs uma fiança de 10 milhões de dólares.

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A denúncia foi apresentada na sexta-feira pelo investigador especial Robert Mueller, que foi nomeado em maio para comandar a investigação sobre a suspeita de interferência da Rússia na eleição dos EUA com o objetivo de beneficar Trump. Mas não há nenhuma menção à Rússia nem ao trabalho de Manafort na campanha republicana nas 31 páginas em que Mueller descreve suas supostas ações criminosas.

Manafort se apresentou na primeira hora da manhã ao FBI e posteriormente foi conduzido ante uma juíza federal em Washington, onde apresentou um texto declarando-se inocente das 12 acusações apresentadas contra ele.

Além de Manafort, também foi indiciado seu sócio, Rick Gates, que também foi enviado para prisão domiciliar depois do pagamento de uma fiança de cinco milhões de dólares.

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Ao sair do tribunal, o principal advogado de Manafort, Kevin Downing, afirmou que a denúncia ao poderoso lobista era "ridícula".

No mesmo dia, outro assessor da campanha de Trump, George Papadopoulos, admitiu ter mentido a agentes do FBI que o interrogaram no âmbito das investigações sobre a suspeita de conluio com funcionários russos.

As denúncias contra Manafort e Gates não se referem a crimes cometidos pela campanha de Trump, mas a atividades ilegais dos dois quando Manafort ainda era chefe do comitê eleitoral.

Segundo informações do tribunal, um associado de Manafort, Rick Gates, que também foi indiciado, também deverá cumprir prisão domiciliar, após pagar uma fiança de cinco milhões de dólares.

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Os dois foram indiciados pelo procurador especial que investiga o suposto conluio entre o comitê de campanha de Trump com a Rússia nas eleições presidenciais de 2016./ AFP

 

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