Mandel Ngan / AFP
Mandel Ngan / AFP

Ex-chefe de campanha de Trump mentiu a promotores, diz juíza

Mesmo após ter fechado um acordo de cooperação, Manafort não disse a verdade aos promotores que investigam a ingerência russa nas eleições de 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2019 | 23h49

WASHINGTON - A juíza federal Amy Berman Jackson disse nesta quarta-feira que Paul Manafort, ex-chefe de campanha de Donald Trump, mentiu aos promotores que investigam a ingerência russa nas eleições americanas de 2016, após chegar a um acordo para cooperar em troca de uma condenação reduzida.

Os promotores que trabalham para Robert Mueller informaram em novembro à juíza Jackson, que tramita a causa contra Manafort, que ele mentiu sobre vários temas.

Apesar de Manafort negar ter mentido, Jackson  considerou provado que ele o fez em três das cinco questões que os promotores o acusavam.

A juíza disse que levará em conta as mentiras de Manafort quando for ditar sua sentença daqui a um mês, em 13 de março.

Manafort foi considerado culpado de oito delitos, incluindo fraude fiscal e bancária, no ano passado em um julgamento no Estado de Virginia, e depois se declarou culpado em outras duas acusações em relação a delitos financeiros.

Com o acordo de cooperação com a investigação de Mueller, Manafort, que tem 69 anos, esperava receber uma pena de 10 anos de prisão pelos delitos de fraude pelos quais se declarou culpado.

Mas a juíza disse que Manafort mentiu sobre sua relação com seu sócio Konstantin Kilimnik, que tem supostos laços com a inteligência russa; sobre um pagamento que recebeu por meio de um comitê político de Trump; e sobre outra investigação em curso que o Departamento de Justiça não divulgou.

Manafort teve de se demitir do cargo de chefe de campanha de Trump após a descoberta de que ele havia ocultado das autoridades um pagamento de US$ 12,7 milhões que recebeu por assessorar o deposto presidente ucraniano Víktor Yanukovich (2010-2014). / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.