Peter Dejong / AFP
Peter Dejong / AFP

Ex-chefe de guerra congolês Bosco Ntaganda é condenado por crimes contra a humanidade

Conhecido como ‘Exterminador’, ex-líder rebelde foi considerado culpado por assassinatos, estupros, escravidão sexual e assédio

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2019 | 11h49

HAIA - O Tribunal Penal Internacional (TPI) condenou nesta segunda-feira, 8, o ex-chefe de guerra congolês Bosco Ntaganda por crimes de guerra e contra a humanidade, abusos cometidos em 2002 e 2003 em Ituri, região nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

"A Câmara considera Bosco Ntaganda culpado de assassinatos, de ter liderado de forma intencional ataques contra civis, de estupros, de escravidão sexual, de assédio e de saques como crimes de guerra e crimes contra a humanidade", declarou o juiz Robert Fremr durante audiência em Haia.

Conhecido como "Exterminador", Ntaganda matou um padre e foi considerado culpado por ordenar estupros de mulheres e meninas, uma delas de 9 anos, lembrou o juiz. A pena deve ser anunciada na próxima audiência.

Temido ex-general do Exército congolês, Ntaganda, 45 anos, foi declarado culpado de 13 crimes de guerra e 5 contra a humanidade. Ele afirmou ser inocente em 2015.

De acordo com várias ONGs, mais de 60 mil pessoas morreram desde o início da violência em 1999 em Ituri, uma região instável e rica em minerais.

Bosco Ntaganda teve um papel central no planejamento das operações da União de Patriotas Congoleses e de seu braço armado, as Forças Patrióticas para a Libertação do Congo (FPLC), reiterou em agosto de 2018 a acusação, na última fase do julgamento. / AFP

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