Ex-chefe do MI5 acusa Rumsfeld de pressionar Londres

A ex-diretora do MI5, o serviço de inteligência britânico, Eliza Manningham-Buller disse ontem que as informações que ligavam o Iraque de Saddam Hussein aos atentados de 11 de Setembro foram exageradas pelos EUA e não eram "fortes o suficiente" para a justificar a invasão de 2003.

AP e Afp, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

Em depoimento a um inquérito público que investiga as ações militares britânicas no Iraque, Eliza citou o ex-secretário de Defesa dos EUA Ronald Rumsfeld como um dos responsáveis pela pressão para a invasão. Segundo a ex-diretora, Rumsfeld pôs em operação uma unidade de inteligência alternativa no Pentágono para buscar uma segunda opinião sobre as informações.

Eliza afirmou que o Iraque representava poucas ameaças antes da invasão e insistiu que não existiam evidências de vínculos entre o ex-ditador Saddam Hussein e os ataques da Al-Qaeda.

"A invasão do Iraque deu um novo motivo para as pessoas se engajarem no terrorismo. A guerra aumentou a visão extremista de que o Ocidente estaria tentando derrubar o Islã", disse. "Demos a Osama bin Laden a sua jihad", acrescentou. Eliza disse ainda que a guerra do Iraque aumentou o risco de ataques terroristas na Grã-Bretanha. /

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