Ex-colega de trabalho de Assange quer lançar Openleaks

O WikiLeaks pode deixar de ser o único site que divulga documentos secretos. Um antigo companheiro de trabalho do fundador do grupo, Julian Assange, planeja lançar na segunda-feira um site rival chamado Openleaks, também com o objetivo de divulgar material confidencial para o público.

AE, Agência Estado

10 de dezembro de 2010 | 20h25

Em um documentário que será levado ao ar pela rede de televisão sueca SVT no domingo, o ex-porta-voz do WikiLeaks, Daniel Domscheit-Berg, disse que o novo site dará voz a fontes anônimas. "O Openleaks é um projeto tecnológico que pretende se converter em um provedor de serviços para terceiros que queiram aceitar material de fontes anônimas", disse Domscheit-Berg em entrevista em Berlim.

Há rumores sobre a criação de sites semelhantes ao WikiLeaks desde que telegramas diplomáticos divulgados pelo site se transformaram nas principais notícias internacionais. O repórter da SVT Jesper Huor disse que o Openleaks será lançado na segunda-feira na Alemanha, onde o site será sediado, como parte de uma fundação que ainda não foi divulgada e que ficará a cargo de um conselho de administração.

Domscheit-Berg, que durante o período em que fez parte do WikiLeaks usou o pseudônimo de Daniel Schmitt, disse que deixou o projeto após discordar com Assange sobre a falta de transparência no processo de decisão do grupo. "Se você prega a transparência para todo mundo, você tem de ser transparente. Você tem de seguir os mesmos padrões que espera dos outros e eu acho que já não estávamos seguindo a mesma direção filosófica", diz ele no documentário, ao qual a AP teve acesso.

O lançamento do novo site ocorre no momento em que aumenta a pressão contra o WikiLeaks e seu fundador, que começou a publicar 250 mil documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos no mês passado. O site tem sido alvo de ataques cibernéticos. Já Assange está detido na Grã-Bretanha e luta para não ser deportado para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

As empresas Swiss Postfinance, MasterCard, Visa, PayPal, entre outras, bloquearam as doações para o grupo. Assange, australiano de 39 anos, nega as acusações feitas na Suécia. As informações são da Associated Press.

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