Ex-deputado Patrick Kennedy faz campanha contra legalização da maconha

O congressita aposentado Patrick Kennedy, do Estado de Rhode Island, está combatendo o que considera ser um apoio instintivo de seus colegas liberais à legalização da maconha, em uma campanha que tem um significado especial pelo fato de ele ter sido viciado confesso em Oxycontin (opiáceo analgésico).

ALEX DOBUZINSKIS, Reuters

05 de janeiro de 2013 | 18h30

Kennedy, de 45 anos, democrata e filho mais novo do "Leão do Senado", o falecido Edward M. Kennedy, do Estado de Massachusetts, está liderando um grupo chamado Projeto SAM (Abordagens Inteligentes para a Maconha).

Eles se opõem à legalização e procuram situar-se acima da guerra cultural nos Estados Unidos contra a maconha, marcada por imagens de cabeludos hippies enfrentando a lei e a ordem conservadoras.

As propostas do Projeto incluem o aumento do financiamento para os tribunais de saúde mental e tratamento da dependência de drogas, de modo que as pessoas detidas por usar maconha possam evitar a prisão, obter ajuda e, potencialmente, limpar seu nome na Justiça.

Kennedy quer que pacientes com câncer e outros com doenças graves possam obter medicamentos à base de cannabis, mas de uma forma mais regulamentada, a qual poderia agência encarregada das drogas e alimentos nos EUA (a FAA), que passaria a ter um papel mais abrangente.

O ex-deputado por Rhode Island e o o grupo que ele preside lançarão seu plano na quarta-feira com uma aparição na mídia em Denver.

Seus esforços estão sendo lançados depois que, nas eleições de novembro, os eleitores dos Estados de Washington e do Colorado se tornaram os primeiros no país a aprovar medidas para taxar e regulamentar a venda de maconha para uso recreativo.

O grupo de Kennedy está buscando interferir no debate e recuperar o impulso para o movimento anti-legalização, em parte por meio da apresentação de novas soluções com apelo aos liberais, tais como a adoção de uma abordagem de saúde pública para combater o uso de maconha.

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