Ex-diplomata em Caracas será chanceler de Santos

María Angela Holguín acompanhará presidente eleito em giro por Europa e América Latina e ajudará a restabelecer relações com vizinhos

AP e Efe, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

BOGOTÁ

O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, nomeou ontem a ex-embaixadora colombiana na Venezuela, María Angela Holguín, para o cargo de ministra de Relações Exteriores. A nova chanceler acompanhará Santos em seu giro pela Europa e pela América Latina que começa neste fim de semana.

A indicação foi bem recebida pela experiência diplomática de María Angela em Caracas e na ONU, onde também foi embaixadora da Colômbia. Um dos principais desafios de Santos é normalizar as relações com os governos de Hugo Chávez, na Venezuela, e de Rafael Correa, no Equador. Os laços foram severamente danificados durante a administração de Álvaro Uribe.

A nova chanceler coordenou o comitê de relações internacionais da primeira eleição de Uribe e foi embaixadora em Caracas até 2004. Ontem, María Angela manifestou sua esperança de que o presidente Chávez assista à cerimônia de posse de Santos, em 7 de agosto.

María Angela e Santos devem se reunir com o primeiro-ministro britânico, David Cameron; a chanceler alemã, Angela Merkel; e o premiê espanhol, José Luiz Zapatero.

Os países que serão visitados na América Latina ainda não foram confirmados pela equipe do novo presidente. Santos foi eleito no domingo com a maior votação da história da Colômbia, passando a marca de 9 milhões de votos.

Equador. Segundo o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, o presidente Rafael Correa está disposto a comparecer na posse de Santos. A declaração seria mais um passo rumo à estabilização dos laços diplomáticos entre os dois países. Quito ainda ofereceu ajuda para resolver o conflito interno colombiano. O Equador rompeu relações com a Colômbia em 2008 depois de um ataque militar colombiano contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. O então número 2 na hierarquia da guerrilha, Raúl Reyes, foi morto na operação. /

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