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Ben Stansall/AFP
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Ex-diretor da BBC renuncia a comando de galeria britânica após polêmica sobre entrevista com Diana

Tony Hall afirmou que continuar como presidente da National Gallery seria uma distração para a instituição nesse momento; ele foi criticado por sua investigação interna em caso de manipulação na rede para obter uma entrevista com a princesa

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2021 | 11h53

LONDRES - O ex-diretor-geral da rede britânica BBC Tony Hall se demitiu neste sábado, 22, como presidente da National Gallery de Londres. Ele foi criticado por sua lamentável ineficácia na investigação interna sobre a manipulação de um jornalista para obter uma entrevista com a princesa Diana em 1995. Hall disse que pediu demissão para que sua presença não se tornasse uma distração para a galeria.

Na quinta-feira, uma investigação independente apontou que o jornalista Martin Bashir enganou Lady Di para que concedesse a entrevista para seu programa Panorama na qual ela falou de seus problemas matrimoniais com o príncipe Charles. Na ocasião, Diana revelou pela primeira vez que tinha sido infiel. O casal estava separado, mas ainda não divorciado. 

Hall foi duramente criticado no relatório da investigação independente sobre como Bashir - que deixou a BBC na semana passada por motivos de saúde - conseguiu acessar a princesa e fazê-la revelar tantas intimidades. O relatório indica que a primeira apuração interna sobre o assunto realizada pela BBC, em 1996 - quando Hall estava no comando da rede - foi tristemente ineficaz. 

"Hoje, renunciei ao cargo de presidente da National Gallery. Sempre tive um forte senso de serviço público e está claro que minha posição continuada seria uma distração para uma instituição pela qual me importo profundamente", explicou Hall em um comunicado.

O ex-diretor-geral lamentou mais uma vez o que aconteceu em 1995. "Como disse há dois dias, estou muito triste pelos acontecimentos de 25 anos atrás e acredito que a liderança implica assumir responsabilidades." 

A investigação exaustiva, realizada pelo ex-juiz John Dyson, estabeleceu que Bashir empregou táticas desonestas e enganosas, como falsificar documentos, para ganhar a confiança do irmão de Diana, Charles Spencer, e persuadi-lo a fazer a princesa a falar publicamente.

O documento de 127 páginas considera que a BBC cometeu múltiplos e graves fracassos de gestão e que a corporação não cumpriu com altos padrões de integridade e transparência ao administrar a entrevista./EFE e AFP

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