Ex-diretor da CIA diz que ação de terroristas na tríplice fronteira não é novidade

O ex-diretor da Agência Central de Inteligência, James Woolsey, informou na noite desta quinta-feira que o trânsito de terroristas e atividades de financimento do crime organizado na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina não são novas e que as autoridades norte-americanas têm contado com a cooperação dos governos da região. Fontes oficiais brasileiras e norte-americanas disseram à Agência Estado que houve, em meses recentes, uma convergência na avaliação dos dois países sobre o grau de risco representado pelo movimento na região, que têm uma grande população muçulmana do origem árabe, de figuras suspeitas de envolvimento com o terrorismo. Ultimamente, os norte-americanos têm se declarado satisfeitos com a colaboração que tem recebido das autoridades brasileiras. Fontes oficiais disseram a atitude assumida pelas autoridades diante do problema é importante. É essencial ?evitar a atitude de avestruz? diante do perigo potencial de atividades terroristas na região.Nesta quinta-feira, a emissora de televisão norte-americana CNN noticiou que representantes do Hezbollah e de outros grupos terroristas simpáticos à Al Qaeda de Osam bin Laden encontraram-se recentemente em Ciudad de Leste, na fronteiro do Paraguai com o Brasil e Argentina. A informação também estará em uma reportagem que sairá na próxima edição da revista Vanity Fair. O personagem principal, Imad Mugniyeh, teria viajado para São Paulo depois da suposta reunião nos quais os terroristas teriam planejado ataques contra alvos dos Estados Unidos e de Israel no continente.O chefe da Side, o serviço de inteligência da Argentina, Miguel Toma, é a fonte de ambas as reportagens. O tema voltou à tona há duas semanas, com uma reportagem da revista New Yorker.

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