Ex-diretor da CIA teve caso com autora de sua biografia

A mulher com quem o ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), David Petraeus, teve um caso extraconjugal foi identificada como Paula Broadwell, que escreveu a biografia dele, intitulada "All In: The Education of General David Petraeus", informou o The Wall Street Journal, citando fontes próximas das investigações.

AE, Agência Estado

10 de novembro de 2012 | 09h09

Petraeus renunciou na sexta-feira ao cargo após uma investigação do FBI (Departamento Federal de Investigação) sobre o uso de seu email por outra pessoa revelar que ele estava tendo um caso extraconjugal.

A renúncia, que surpreendeu Washington, representou uma queda abrupta na carreira de um homem que era um dos mais celebrados líderes militares do seu tempo, um general quatro estrelas, a quem foi dado o crédito de ter alterado a situação no Iraque e revertido o ímpeto do Taleban no Afeganistão.

A investigação destaca uma razão para que Petraeus e a Casa Branca acreditem que o popular oficial não possa permanecer na posição sênior da inteligência: o caso levantou a possibilidade de que o relacionamento inadequado dele possa ter comprometido a segurança nacional.

Funcionários do governo disseram que a Casa Branca foi informada sobre o caso na quarta-feira, um dia depois da reeleição do presidente Barack Obama. O presidente foi informado na quinta-feira por sua equipe e se reuniu com Petraeus no mesmo dia. O diretor da CIA, então, ofereceu a renúncia.

"Depois de ter sido casado por mais de 37 anos, eu mostrei um julgamento extremamente pobre por me envolver em um caso extraconjugal", disse Petraeus em uma declaração a funcionários da CIA na sexta-feira. "Esse tipo de comportamento é inaceitável, tanto como marido, quanto como líder de uma organização como a nossa."

A mulher de Petraeus, Holly, trabalha na Agência de Proteção Financeira do Consumidor.

Petraeus deixa a CIA num momento em que está envolvido em uma controvérsia em torno dos acontecimentos de 11 de setembro de 2012, quando quatro americanos foram mortos em um ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia. Depois de semanas de relatos conflitantes sobre o que aconteceu naquela noite, a CIA reconheceu que havia desempenhado um papel central na coleta de informações e fornecido segurança para a presença dos EUA lá.

Os principais candidatos para assumirem o cargo de Petraeus são o diretor da CIA, Michael Morell, e o subsecretário de Defesa para inteligência, Michael Vickers. Outra opção mencionada foi Michael Rogers, que é presidente da comissão de inteligência da Câmara. As informações são da Dow Jones.

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