Ex-ditador Suharto é enterrado com honras de Estado

Governo indonésio decretou no domingo sete dias de luto nacional pela morte do ex-presidente do país

Efe,

28 de janeiro de 2008 | 06h22

O ex-ditador indonésio, Suharto, foi enterrado nesta segunda-feira, 28, às 12h15 (5h15 em Brasília) com honras de Estado em Solo, na Java Central. Ele faleceu no domingo aos 86 anos. Veja também:Direitos humanos lembram abusos do regime de SuhartoSuharto deixa legado de estabilidade na regiãoMorre aos 86 anos o ex-ditador indonésio Suharto  O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, presidiu o funeral de Estado. A lei indonésia outorga ao Estado a responsabilidade pelos funerais dos ex-presidente do país. O Governo indonésio decretou no domingo sete dias de luto nacional pela morte de Suharto, segundo presidente da Indonésia, que foi enterrado no cemitério de Astana Giri Bangun, em Karanganyar. Em mensagem televisionada à nação, Yudhoyono expressou seu profundo pesar pela morte de Suharto. Em seguida, o chefe de Estado foi até a mansão do ex-ditador em Jacarta, para onde o corpo foi transferido horas após sua morte no Hospital Pertamina da capital indonésia. Milhares de indonésios se despediram nesta segunda-feira, 28, do ex-ditador indonésio, quando o cortejo fúnebre percorreu as ruas de Jacarta antes de o corpo ser levado em avião a Solo. Helicópteros e soldados vigiaram o desfile do cortejo com o caixão, coberto com uma bandeira indonésia, até sua chegada ao aeroporto militar, onde foi recebido por 500 membros das Forças Armadas. Em seguida, foi introduzido em um avião Hércules com destino a Solo. A saúde de Suharto se agravou do domingo, quando entrou em coma e voltou a precisar da ajuda de aparelhos para respirara. O ex-ditador, que também estava sendo submetido a um tratamento de diálise, tinha sofrido várias recaídas desde que foi internado no Pertamina com pressão baixa, edema e outros problemas que se uniram à septicemia da qual sofria. O ex-presidente governou com mão de ferro a Indonésia de 1967 a 1998, quando foi forçado a renunciar por uma crise econômica e uma revolta popular. Durante o Governo de Suharto, aconteceu a brutal invasão indonésia do Timor-Leste (1975), na qual morreram, segundo grupos de direitos humanos, cerca de 200 mil timorenses. Antes de se tornar chefe de Estado, e à frente da cúpula militar, Suharto se encarregou de reprimir o Partido Comunista da Indonésia, ao qual responsabilizou pela tentativa de golpe de 1965, uma repressão na qual morreram cerca de meio milhão de pessoas.

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