Ex-embaixador dos EUA é acusado por venda ilegal de armas

Um ex-interventor de uma fábrica de armamentos argentina implicado na venda ilegal de armas ao Equador acusou o ex-embaixador norte-americano James Cheek de ter-se envolvido na operação ao fazer gestões para que o avião que transportava a munição pudesse aterrissar em 1995 no aeroporto internacional de Buenos Aires. Em sua edição desta segunda-feira, o jornal argentino Clarín disse que "fontes seguras" lhe informaram que Luis Sarlenga, ex-interventor da fábrica de armas, teria feito estas declarações perante o juiz Jorge Urso. Mas Cheek, falando hoje dos EUA a rádios locais, qualificou como falsas as declarações de Sarlenga e negou ter facilitado o envio do carregamento ilegal de armas para o Equador. Ele foi embaixador em Buenos Aires entre 1993 e 1996. O juiz Urso investiga a venda ilegal de cerca de 6.500 toneladas de armas ao Equador e à Croácia entre 1991 e 1995, durante o governo do anterior presidente Carlos Menem. Na época, a Argentina - ao lado do Brasil, Chile e EUA - era um dos países que garantia a paz resultante do Acordo do Rio de Janeiro, selado entre Peru e Equador em 1945. Os dois países haviam retornado ao conflito fronteiriço armado quando as armas argentinas foram vendidas ao Equador. Sarlenga, que está preso há dois anos por suposta participação na venda ilegal destes armamentos, ao prestar declarações a Urso na sexta-feira, disse que o cunhado de Menem, Emir Yoma, teria sido o chefe da operação ilegal e que Cheek teria feito pressões para a concretização do negócio. Um dia após as declarações de Sarlenga, Urso ordenou a prisão de Yoma.

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