Ex-embaixador na China busca o segundo lugar

Com base em pesquisas privadas, o ex-embaixador dos EUA na China Jon Huntsman apostava ontem no segundo lugar na primária de New Hampshire e, com isso, na sua sobrevivência no processo de escolha do candidato republicano que disputará a Casa Branca, em novembro. Hunstman foi apontado nas consultas de ontem com 16%, em terceiro, atrás do deputado Ron Paul, com 18%, segundo pesquisa da Suffolk University.

MANCHESTER, EUA, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2012 | 03h08

Para alguns analistas, é possível que o diplomata ultrapasse Paul e consolide-se em segundo lugar na votação em New Hampshire. Os resultados oficiais seriam divulgados na madrugada de hoje.

Moderado, Huntsman, que é ex-governador de Utah, viu suas intenções de voto crescerem na reta final após uma boa participação no debate de sábado. Questionado pelo ex-governador de Massachusetts Mitt Romney por ter servido como embaixador de Obama em Pequim, o pré-candidato rebateu: "Eu não sirvo a um governo, eu sirvo ao meu país. É esse tipo de opinião que divide o partido."

Ao contrário dos outros pré-candidatos, Huntsman apostou ferozmente na campanha em New Hampshire, onde o eleitorado republicano mais flexível e tolerante tem recebido melhor suas propostas. O diplomata recebeu o apoio do jornal Boston Globe, de grande circulação em New Hampshire.

Em Estados mais conservadores, porém, suas chances são menores. O Arizona anunciou que Huntsman não participará das primárias locais, em 28 de fevereiro. A probabilidade de o diplomata obter um bom resultado nas prévias da Carolina do Sul, no dia 21, e na Flórida, dez dias depois, são consideradas mínimas.

A sobrevida de Huntsman não deve afetar substancialmente o desempenho de Ron Paul, candidato considerado um autêntico "inimigo do Estado" por suas ideias radicais de redução da máquina pública.

Paul defende o fim do Federal Reserve (banco central dos EUA), do IRS (Receita Federal do país), da Previdência Social, entre outros órgãos federais, e mantém uma linha oposta à tradição republicana em questões de política externa.

De acordo com analistas, Paul tem mais chances de concorrer à Casa Branca como independente se não for o escolhido pelo Partido Republicano. Ele é bem visto por jovens, independentes e por boa parte dos membros do Tea Party.

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