Ex-empregado sai em defesa do príncipe Charles

Um ex-empregado real veio em defesa do príncipe Charles, ratificando seus desmentidos de estar envolvido num caso homossexual, como denunciou o ex-pagem George Smith. Segundo Simon Solari, esse envolvimento ?simplesmente não aconteceu?.Mais de uma semana depois que os rumores transformaram-se em objeto de uma ação legal poucos britânicos conhecem detalhes da alegação de Smith. Uma ordem da corte proíbe a imprensa de noticiar o caso. Mesmo assim, Solari conseguiu esclarecer algumas coisas.?O fato simplesmente não aconteceu?, ele explicou, ?porque o serviço doméstico real tem um sistema tipicamente militar, em que empregados específicos têm papéis específicos. George não poderia atender o príncipe ou servir seu chá no quarto, porque esse é um serviço para o pagem mais antigo?, disse ao jornal Evening Standard.?O príncipe Charles não toma o café da manhã na cama. Isto nunca aconteceu, de modo algum. George Smith, como um ordenança e um assistente do pagem, não teria acesso ao quarto do príncipe. Não poderiam ter-lhe pedido que levasse chá ao príncipe, que é serviço do pagem mais antigo. É assim que o sistema funciona.?Embora proibida a divulgação, sabe-se que o pagem George Smith alega ter ido servir o príncipe de Gales, uma manhã, e o encontrou na cama com seu assissor, Michael Fawcet, que moveu a ação e conseguiu evitar a publicação do escândalo pelos jornais ingleses. Smith ainda acusa Fawcet de tê-lo violentado duas vezes.Solari lembrou que nunca falou ?publicamente do meu trabalho, antes. Mas sinto-me compelido a falar agora, porque acho que o príncipe está sendo difamado injustamente?. A decisão do príncipe Charles de desmentir os rumores ? que eram desconhecidos da maioria do público inglês ? provocou mais especulação sobre o que teria ocorrido.Os detalhes do caso só foram publicados em sites da internet e alguns jornais estrangeiros. W.H. Smith, o maior varejista de jornais e revistas da Inglaterra, confirmou, hoje, que 14 jornais estrangeiros ? incluindo títulos da Itália, França, Espanha e Holanda ? não estavam disponíveis para venda no país, no fim de semana, por causa de uma decisão do distribuidor que fornece jornais à empresa.

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