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Ex-empresário assume como presidente sul-coreano

Conservador chega ao poder após cinco anos de governo do progressista Roh Moo-hyun

Reuters,

25 de fevereiro de 2008 | 00h36

O ex-empresário da construção Lee Myung-bak foi empossado nesta segunda-feira, 25, como novo presidente da Coréia do Sul, prometendo um pragmatismo empresarial após uma década de políticas ideológicas que ele considerou terem deixado a 13ª maior economia do mundo sem rumo.   Em seu discurso de posse, o presidente reforçou as promessas de campanha de mudanças radicais que o ajudaram a ser eleito em dezembro, encerrando 10 anos de governo liberal que, segundo os partidários de Lee, impediram a economia sul-coreana de alcançar ser real potencial.   "Ainda que seja difícil e doloroso, nós devemos mudar muito mais e muito mais rápido", disse Lee, conservador de 66 anos, a um público estimado de 60 mil pessoas, incluindo o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, e a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice.   "O renascimento da economia é nossa tarefa mais urgente", disse ele. "Durante tempos nos últimos 10 anos, nos encontramos trôpegos e confusos... devemos deixar a era da ideologia pela era do pragmatismo."   Analistas consideram que o presidente encontrará dificuldades para cumprir o objetivo de crescimento anual de 7% durante a próxima década, e não vai conquistar a meta certamente nos primeiros cinco anos de governo, já que a desaceleração da economia global atinge em cheio as exportações sul-coreanas.   Lee ainda deixou claro que pretende estreitar as ligações com os Estados Unidos, que mantêm cerca de 30 mil soldados na Coréia do Sul mas com quem as relações do país nos últimos anos estava estremecida.   Em seu provável maior desafio diplomático - o tratamento com a Coréia do Norte - o novo presidente disse que as relações entre os dois países devem ser mais produtivas e repetiu promessas antigas de somente ajudar o vizinho comunista a levantar sua economia caso os norte-coreanos acabem com seu programa de armas nucleares.

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